Realizada entre 1967 e 1968, a série FOME foi apresentada na primeira exposição individual de Messias, na L’Atelier em 1971 e chamou grande atenção da crítica, colocando o nome de Messias entre as grandes promessas da gravura. Através de uma talha agressiva e dramática, o artista inspira-se em imagens de sua infância para falar da miséria humana. O crítico Frederico Morais em 1968 afirma:

 

A gravura de Manoel dos Santos é áspera como a própria realidade que ele retrata  e refaz. Nela o artista dá dimensão fantástica à paisagem física e social da região de onde veio: o Nordeste miserável, feudal, maniqueísta. Na caatinga de sua gravura, o bem e o mal travam uma luta feroz, o homem e o animal se entredevoram, se metamofoseiam no duro ofício de viver.

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